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Armadores gregos ousam cruzar Estreito de Ormuz apesar da guerra


Da redação

Apesar da guerra no Oriente Médio, alguns navios de carga gregos continuam atravessando o Estreito de Ormuz, segundo afirmou o armador Nicolas Vernicos à AFP nesta terça-feira (24). Dados da empresa de análise Kpler mostram que o tráfego marítimo na região caiu 95% desde o início de março, com apenas um número reduzido de cargueiros e petroleiros conseguindo cruzar o estreito.

Vernicos destacou que grandes embarcações comerciais ainda realizam a travessia, motivadas pelos altos salários oferecidos aos marinheiros. “Os marinheiros que trabalham em navios gregos sabem que têm contratos que garantem altos salários”, afirmou o empresário, acrescentando que suas próprias embarcações não estão atualmente na área.

O armador explicou que os marinheiros gregos podem se recusar a permanecer a bordo caso não desejem navegar pelo Golfo Pérsico, tendo direito à repatriação custeada pelos armadores. De acordo com Vernicos, os capitães utilizam seguranças armados para proteger as tripulações contra a pirataria.

No início de março, havia dez navios sob bandeira grega e dezenas de marinheiros na região, conforme o ministro da Marinha Mercante da Grécia, Vassilis Kikilias. Aproximadamente 325 embarcações de interesses gregos, porém com bandeiras estrangeiras, também operavam na área.

Vernicos afirmou ainda que todos os navios gregos navegam com seguro contra riscos de guerra e seguem padrões internacionais exigidos por empresas fretadoras. Para ele, o Estreito de Ormuz dificilmente será fechado, pois isso prejudicaria China, Índia, outros países asiáticos e o próprio Irã. Segundo a AFP, a Grécia possui uma das maiores frotas mercantes do mundo, responsável por cerca de 8% do PIB do país.