Início Distrito Federal Artesãos de Brasília preservam memória da cidade por meio do artesanato local

Artesãos de Brasília preservam memória da cidade por meio do artesanato local


Da redação

Turistas que visitam a Catedral Metropolitana de Brasília elogiam a beleza e a organização da cidade, conforme relatos de visitantes e comerciantes locais. Tânia Bispo, moradora do Gama e artesã, vende lembranças da capital na Esplanada. Ela destaca que chaveiros e ímãs são os itens mais procurados, pois são “baratos e leves”. Tânia lembra que se sentiu impactada durante a invasão de 8 de janeiro de 2023, dizendo: “Vi começar um quebra-quebra e pensei: ‘Rapaz, eu vou é arrumar minhas coisas e me mandar’”.

Ao lado de Tânia trabalham Divino Carvalho de Souza, vendedor de miniaturas há 25 anos, e Guajará Ferreira de Paula, responsável por flores secas e peças em capim-dourado. Divino relata que a Catedral é o item mais vendido em sua banca. Já Guajará mantém o ofício iniciado na década de 1960, dividindo a produção artesanal com os irmãos em um galpão de Ceilândia e o atendimento ao público na Esplanada.

Guajará recorda manifestações históricas, como as Diretas Já, dizendo que o período era benéfico para o comércio: “Era bom porque vinha muita gente de fora e comprava. Nunca fomos prejudicados”. Segundo ele, o trabalho com flores secas “é uma terapia”, e o atendimento na banca inclui orientar turistas sobre pontos importantes de Brasília, experiência que considera gratificante.

Visitantes de diferentes estados, como Sabrina Cândido e Pedro Henrique Shinohara, de São Paulo, e Graziele Pelizar, de Santa Catarina, relatam admiração pela grandiosidade e pelo planejamento do local. Miniaturas da Catedral, ímãs e artesanatos são adquiridos como lembranças, levando consigo a produção dos trabalhadores que atuam no centro de Brasília.