Início Política Associação diz que faltam pesquisadores científicos na gestão Tarcísio

Associação diz que faltam pesquisadores científicos na gestão Tarcísio


Da redação

Levantamento da Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC) aponta que a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), possui atualmente 123 pesquisadores em atividade e 158 vagas não preenchidas, segundo dados do Diário Oficial. A administração estadual contesta esses números, afirmando contar com 144 pesquisadores e 166 cargos vagos.

Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC e pesquisadora do Instituto Florestal, classificou o quadro como preocupante, citando, entre outros fatores, os baixos níveis dos reservatórios de água, que estão piores do que na crise hídrica de 2014. Segundo ela, o déficit de profissionais fragiliza a produção científica necessária para enfrentar emergências climáticas, como enchentes e períodos prolongados de estiagem.

Os pesquisadores atuam em laboratórios de botânica e geologia, produzindo pesquisas sobre clima, disponibilidade hídrica e mapas de risco para desastres naturais. A gestão estadual informou que o último concurso para pesquisadores foi realizado em 2005, há quase 20 anos.

Para Helena Lutgens, “o descaso tem se agravado ao longo dos anos, fragilizando a pesquisa e expondo a sociedade a um apagão científico em plena emergência climática, incluindo a escassez hídrica provocada por períodos prolongados de estiagem e por mudança no regime de chuvas”.

A Secretaria diz que reestruturou a carreira de pesquisador em outubro de 2025 e avalia a realização de novos concursos. “O objetivo é preencher 98 vagas em áreas prioritárias (biodiversidade, recursos hídricos, mudanças climáticas), com previsão de publicação do edital ainda em 2026”, afirmou, destacando também parcerias com instituições de outros estados, USP e UFSCar.