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Astronauta da Nasa captura imagem impressionante do rastro deixado pelo foguete Artemis 2 visto da estação espacial

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Da redação

O lançamento da missão Artemis 2, realizado na quarta-feira (1º) a partir de Cabo Canaveral, deixou um rastro visível no céu, registrado em foto feita da Estação Espacial Internacional (ISS) pelo astronauta americano da Nasa, Cris Williams. No topo do foguete SLS (Space Launch System) estava a cápsula Orion, levando quatro astronautas em direção à Lua. Williams está na ISS desde dezembro de 2025, em sua primeira missão à estação, localizada a cerca de 430 km da Terra, e deve permanecer até julho.

De acordo com Williams, a tripulação da ISS permaneceu acordada para acompanhar o início da missão lunar. “Estávamos sobre o norte do oceano Pacífico no momento do lançamento, então não conseguimos ver diretamente, assistimos pela Nasa TV. Mas, cerca de meia hora depois, enquanto orbitávamos algumas centenas de quilômetros da Flórida, consegui avistar os vestígios do rastro que o foguete deixou ao atravessar a atmosfera. Dá para ver o efeito do vento em diferentes altitudes”, relatou o astronauta.

A Artemis 2 marca o retorno das missões tripuladas à Lua desde a Apollo 17, em dezembro de 1972. A bordo da Orion viajam os americanos Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e o canadense Jeremy Hansen, 50. Até domingo (5), a equipe já havia completado dois terços do trecho rumo ao satélite natural.

O grupo deve sobrevoar a Lua nesta segunda-feira (6), observando diretamente a superfície lunar. Eles receberam treinamento em geologia para fotografar e descrever detalhes como antigos fluxos de lava e crateras de impacto. “Ao observarem os mesmos alvos mais de uma vez durante o sobrevoo, poderão analisar diferentes condições de iluminação”, explicou Kelsey Young, da Nasa.

Segundo o plano da missão, a cápsula Orion chegará a aproximadamente 6.500 km da superfície lunar, distância suficiente para que a tripulação veja todo o disco do satélite. Com isso, devem bater o recorde de maior afastamento humano da Terra, alcançando cerca de 406 mil km, superando em 6.000 km a marca da Apollo 13, de abril de 1970.