Início Mundo Ataques de houthis a navios sauditas interrompem navegação comercial no Mar Vermelho

Ataques de houthis a navios sauditas interrompem navegação comercial no Mar Vermelho


Da redação

O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Hans Grundberg, expressou preocupação com a retomada dos ataques do grupo armado Houthi a navios comerciais, que resultaram na interrupção da navegação no Mar Vermelho. Grundberg afirmou que sua prioridade é preservar as conquistas da trégua de 2022 e evitar o retorno a um conflito mais amplo no Iêmen. Segundo agências de notícias, os houthis, aliados do Irã, atacaram dois navios petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho. O episódio ocorreu durante uma série de ataques consecutivos dos Estados Unidos contra o Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que pretende punir o Irã e os houthis pelas agressões contra navios sauditas, em um contexto que reforça preocupações com uma escalada regional e ameaça bloquear um corredor marítimo vital para o comércio internacional.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, condenou de forma veemente os ataques à navegação internacional no Mar Vermelho. Dominguez classificou as ofensivas como “indefensáveis” e alertou que as ações colocam a vida de marinheiros em risco, prejudicam o comércio global, causam danos ao meio ambiente marinho e afetam as cadeias de suprimentos internacionais. O secretário-geral também pediu a libertação imediata e incondicional de todos os marinheiros mantidos em cativeiro após ataques piratas na região do Mar Vermelho e do Golfo de Áden.

Em nota separada, relatores das Nações Unidas manifestaram preocupação com relatos de violações ao direito internacional oriundas de operações militares consideradas ilegais, conduzidas pelos Estados Unidos e Israel no Irã desde 28 de fevereiro. O grupo de especialistas também condenou ataques de retaliação do Irã na região do Golfo, que atingiram civis e infraestrutura civil, incluindo embarcações. Os relatores da ONU pediram o fim do conflito e a abertura de investigações rápidas, independentes, imparciais e transparentes sobre as alegações relativas aos acontecimentos na região.

Segundo relatos recebidos pelos especialistas da ONU, operações militares realizadas entre 28 de fevereiro e o início de abril teriam resultado em pelo menos 3.375 civis mortos, além de mais de 33 mil feridos, incluindo cerca de 500 mulheres. Há informações de que civis iranianos podem ter sido expostos a substâncias perigosas com potencial de consequências graves para a saúde, especialmente entre mulheres e crianças. Entre os episódios citados, está o ataque a uma escola de ensino fundamental em Minab, com a morte de 168 crianças e vários professores durante o horário escolar.