Início Mundo Ataques russos deixam famílias ucranianas sem aquecimento em frio de -20C°

Ataques russos deixam famílias ucranianas sem aquecimento em frio de -20C°


Da redação

Na madrugada desta terça-feira, uma nova onda de ataques russos atingiu a Ucrânia, deixando vários feridos e milhares de pessoas sem aquecimento em meio a temperaturas que chegaram a -20°C. As regiões mais afetadas foram a capital Kyiv, Dnipro e Kharkiv, mas cortes de energia também foram registrados em outras grandes cidades do país. Os ataques danificaram edifícios e infraestruturas essenciais para a sobrevivência da população, como redes de água e aquecimento.

O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, afirmou que “ataques sistemáticos pela Rússia em infraestruturas críticas afetam o dia a dia de milhões de pessoas e criam condições ameaçadoras para os mais vulneráveis, como idosos e crianças”. Ele ressaltou que o direito humanitário internacional proíbe ataques deliberados contra infraestruturas civis necessárias à sobrevivência.

Diante das interrupções nos serviços essenciais, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) intensificou a distribuição de geradores no país. Desde novembro de 2025, foram entregues 106 geradores de capacidade média e grande para apoiar fornecedoras de água e empresas de aquecimento distrital. Outras 149 unidades, de diferentes capacidades, serão distribuídas nas próximas semanas. Essa distribuição tem apoio dos governos do Reino Unido, Estados Unidos e Dinamarca.

Segundo o representante do Unicef na Ucrânia, Munir Mammadzade, “crianças e suas famílias estão em modo constante de sobrevivência neste momento”. Ele explicou que a perda de energia em temperaturas negativas causa rachaduras em canos, deixando residências, hospitais e escolas em situação perigosa. A falta de aquecimento e de água corrente é um risco grave à saúde, especialmente para crianças, expostas à hipotermia e ao agravamento de doenças respiratórias.

O Unicef já apoiou 1,2 milhão de pessoas neste inverno por meio do fornecimento de energia e reparos de infraestrutura, além de assistência financeira emergencial para quase 187 mil pessoas, entre elas 88 mil crianças.