Da redação
Mais de 190 pessoas foram mortas em ataques de atiradores contra vilarejos nas regiões central e norte da Nigéria, informaram autoridades locais nesta quarta-feira (4). Segundo o político Saidu Baba Ahmed, pelo menos 170 vítimas foram registradas na comunidade de Woro, localizada na fronteira entre os estados de Kwara e Niger, área recorrente de ataques de gangues organizadas e presença de grupos extremistas islâmicos.
De acordo com Ahmed, os criminosos reuniram moradores, amarraram-lhes as mãos nas costas e os executaram. A maioria da população fugiu para a mata próxima, enquanto os agressores incendiaram o vilarejo. A polícia relatou “dezenas de mortos”, sem detalhar números, e o Exército afirmou estar perseguindo “elementos terroristas”.
As Forças Armadas nigerianas informaram ter matado ao menos 150 criminosos armados em Kwara nas últimas semanas, classificando as operações como “grande sucesso ofensivo”. O governador de Kwara, AbdulRahman AbdulRazaq, afirmou que os ataques representam “uma expressão covarde da frustração de células terroristas”.
Moradores relatam que os atiradores exigiam a adoção da lei islâmica na região, mas essa informação não foi oficialmente confirmada. Outra ação violenta ocorreu no estado de Katsina, onde ao menos 21 pessoas morreram em ataque atribuído, pela polícia local, a criminosos que romperam uma trégua de seis meses com a comunidade.
Os Estados Unidos informaram na terça-feira (3) o envio de um “pequeno número” de soldados à Nigéria para apoiar o combate a terroristas ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. O presidente Donald Trump criticou o governo nigeriano por não proteger suficientemente cristãos, embora especialistas ressaltem que muçulmanos também sejam vítimas da violência armada no país de mais de 230 milhões de habitantes.








