Da redação
O turismo brasileiro encerrou 2025 registrando o maior nível de atividade em 14 anos, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) cresceu 4,6% em relação a 2024, atingindo, em dezembro, o ponto mais alto desde o início da série histórica, em 2011.
O Iatur contempla 22 das 166 atividades de serviços pesquisadas, abrangendo setores como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros. Em 2025, as atividades turísticas ficaram 13,8% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, último mês antes dos impactos da pandemia de covid-19. Após a retração histórica de 36,7% em 2020, o setor acumula cinco anos consecutivos de crescimento.
O avanço registrado em 2025 foi impulsionado especialmente pelo aumento das receitas de transporte aéreo de passageiros, bufês, serviços de reservas de hospedagens e hotéis. Entre as 17 unidades da federação pesquisadas, 14 mostraram alta, com destaques para São Paulo (3,9%), Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%). Apesar do índice de crescimento menor, São Paulo teve o maior peso no resultado nacional. Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) apresentaram queda.
O Pará, sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em novembro, registrou crescimento de 7,8%, acima da média nacional, embora abaixo da alta de 9,7% em 2024. Segundo o IBGE, a relevância da COP foi limitada pela sua duração relativamente curta.
No conjunto do setor de serviços, o crescimento foi de 2,8% em 2025, também o quinto ano seguido de expansão. Destaques ficaram com portais e provedores de conteúdo na internet, transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga, publicidade e desenvolvimento de softwares. Em dezembro, o setor estava 0,4% abaixo do recorde registrado em novembro de 2025 e 19,6% acima do nível pré-pandemia.








