Aumenta o número de famílias endividadas no DF em abril

peicO número de famílias endividadas no Distrito Federal subiu e passou de 752.611 em março para 763.693 em abril (aumento de 11 mil). Significa que 81,2% das famílias brasilienses possuem algum tipo de dívida. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio). Apesar disso, o estudo mostra uma redução no número de famílias com contas em atraso, que passou de 142.535 no terceiro mês do ano para 132.567 em abril.

O cartão de crédito segue no topo da lista como o principal gerador de dívida. Do total dos endividados, 87,1% se declararam comprometidos nessa modalidade. Dentre as famílias com contas em atraso, 25,7% disseram ter condições de quitar suas dívidas totalmente e 63,1% afirmaram ter condições de quitar o montante parcialmente.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, aponta que a injeção de ânimo com o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deveria ter ajudado as famílias a saírem do endividamento, porém ainda é necessário mais cautela na hora de fazer novas compras. “Muitas famílias estão pegando o dinheiro extra que veio com essa medida do governo para quitar as contas em atraso, o que é uma boa saída, porém não conseguiram administrar o suficiente para quitar as dívidas do mês. É necessário ter cautela para que a dívida não acumule novamente”, alerta o presidente. Ainda segundo ele, esse é o mês com o maior percentual de famílias endividadas no ano, sendo que 5.672 famílias brasilienses disseram não ter condições de pagar a dívida.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) foi realizada com uma amostra de 600 famílias. O estudo serve para orientar os empresários dos setores de Comércio, Serviços e Turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica para o incremento das vendas, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.

Fonte: Fecomércio-DF

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