Da redação
A morte do ex-ministro Raul Jungmann, ocorrida neste domingo (18/1), gerou forte comoção entre autoridades dos Três Poderes, governadores, parlamentares e lideranças políticas. Reconhecido como referência republicana e democrática, Jungmann era lembrado por sua capacidade de diálogo e atuação em momentos decisivos da vida institucional do país. A família informou ao Correio que não irá se manifestar sobre o falecimento.
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, destacou a “trajetória pública” de Jungmann e a recente homenagem concedida pela Casa, por meio de uma Moção de Louvor em dezembro. Motta ressaltou as lições deixadas por Jungmann “sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional”. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes descreveu Jungmann como “um homem público de rara integridade”, lamentando a dimensão pessoal e institucional da perda.
Em nota, o STF, através do ministro Alexandre de Moraes, expressou solidariedade à família e classificou Jungmann como “democrata convicto” e exemplo de competência e lealdade. Moraes lembrou a colaboração de ambos na segurança das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que a política perde “um grande quadro, um homem de diálogo e compromisso com o interesse público”.
A ex-deputada Kátia Abreu homenageou o amigo e ex-ministro, a quem chamou de “uma das maiores inteligências do país”. O senador Renan Calheiros definiu Jungmann como “um dos maiores pensadores e formuladores da nação”. Governadores como Eduardo Leite (RS) destacaram sua atuação na criação do Susp, enquanto Helder Barbalho (PA) elogiou sua contribuição nas áreas de Defesa e Segurança Pública.
O velório e o enterro de Jungmann serão realizados em Brasília, em cerimônia reservada à família. Data e horário não foram divulgados ao público.






