Início Policial Como o DF reduz letalidade policial e se destaca na segurança pública

Como o DF reduz letalidade policial e se destaca na segurança pública

Da redação do Conectado ao Poder

Dados do Primeiro Anuário de Segurança Pública destacam a eficácia das práticas de segurança no DF, priorizando os direitos humanos.

O Distrito Federal registrou uma significativa redução de 46% nas mortes decorrentes de intervenções policiais em 2024, somando apenas 15 casos. Essa informação, retirada do Primeiro Anuário de Segurança Pública do DF, indica que a região se destaca por ter uma das polícias menos letais do Brasil.

A Secretaria de Segurança Pública do DF atribui essa queda ao uso proporcional da força e ao forte investimento em práticas que respeitam os direitos humanos. Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, isso demonstra que é possível proteger vidas e combater o crime de maneira eficiente e ética. “A baixa letalidade policial refletida em 2024 e os menores índices de homicídio das últimas décadas são resultado direto de uma política de segurança pública focada na capacitação dos agentes e na atuação integrada das corporações”, afirmou Avelar.

Entre os fatores que contribuíram para essa atuação mais responsável estão o planejamento de eventos de grande porte, a preparação psicológica dos policiais, protocolos operacionais padronizados e o uso de tecnologias de monitoramento. A Subsecretaria de Operações Integradas (SOPI) é responsável por criar documentos técnicos que orientam as ações das forças de segurança, aumentando a eficiência no emprego das tropas, conforme necessário.

A SOPI elabora um planejamento detalhado que garante que cada operação tenha uma execução tática precisa. Isso é evidente em eventos como o Carnaval e o aniversário de Brasília, onde um planejamento cuidadoso e monitoramento em tempo real permitiram evitar conflitos e garantir a segurança da população.

A comunicação eficaz é outro pilar na redução da letalidade. Durante reuniões de alinhamento, são definidas as orientações a serem passadas tanto para a população quanto para os agentes de segurança. Essa estratégia ajuda a minimizar mal-entendidos e amplia a colaboração entre a comunidade e a polícia.

Além disso, a Polícia Militar do DF (PMDF) implementa um Procedimento Operacional Padrão (POP) que prioriza a legalidade e os direitos humanos. A comandante da PMDF, Ana Paula Barros Habka, enfatiza que a corporação investe continuamente na formação técnica e emocional de seus policiais. “Nossos cursos de formação integram técnicas modernas de abordagem, sempre pautadas na legalidade e na preservação da vida”, ressalta Habka.

Na prática, a PMDF tem utilizado equipamentos não letais em situações críticas. Essa abordagem, que inclui o uso de gás de pimenta e armas de eletrochoque, visa controlar os conflitos sem recorrer a armamentos letais. O cuidado com o emocional dos policiais também é uma prioridade, com suporte psicológico e programas de bem-estar.

Finalmente, iniciativas que promovem a aproximação com a comunidade, como o Proerd e o Guardião Escolar, têm reforçado a sensação de segurança no DF. Esses programas promovem um relacionamento mais próximo entre policias e população, contribuindo para uma cultura de paz e respeito mútuo.