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Banco Mundial fala em desafio para empregar 1,2 bilhão de jovens em futuro próximo


Da redação

Um blog do Banco Mundial destacou um desafio global para a próxima década: a criação de empregos para pelo menos 1,2 bilhão de jovens que entrarão na idade produtiva até 2036, especialmente nos países em desenvolvimento. Segundo projeções, apenas 400 milhões de vagas devem ser criadas nesse período, deixando uma lacuna significativa entre a oferta e a demanda por trabalho.

Na semana passada, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, afirmou que a geração de empregos é um dos maiores desafios estruturais da próxima década. Ele ressaltou que, além dos choques imediatos — como guerras, novas tecnologias e crises de mercado —, tendências de longo prazo, como a demografia, terão impacto determinante na economia e na segurança global.

Banga alertou que a pressão demográfica, se ignorada, pode aumentar as tensões sobre instituições, estimular migração irregular, conflitos e instabilidade. Apesar do tema não ter sido prioridade em fóruns como Davos, deverá ser discutido em futuras reuniões do G7 e do G20.

Como resposta, o Banco Mundial propõe uma estratégia baseada em três pilares: criação de infraestrutura física e humana; ambiente favorável aos negócios, com regras e regulamentação previsíveis; e apoio à expansão empresarial, por meio de financiamento e garantias. O texto cita o exemplo de um centro de formação na Índia, que qualifica 38 mil pessoas por ano, e a liberação de US$ 700 milhões em financiamento para pequenas empresas no Brasil.

A instituição aponta cinco setores prioritários para a geração de empregos: infraestrutura e energia, agronegócio, saúde primária, turismo e indústria transformadora. O Banco Mundial destaca que, até 2050, mais de 85% da população estará em países em desenvolvimento, reforçando a necessidade de ação imediata para transformar o crescimento demográfico em oportunidade econômica e estabilidade.