Da redação
Os principais bancos dos Estados Unidos divulgaram, nesta terça-feira (14), lucros em alta no primeiro trimestre, destacando a solidez das empresas e dos consumidores americanos, apesar do aumento dos preços do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio.
O JPMorgan Chase informou lucro de US$ 16,5 bilhões (R$ 82,17 bilhões), alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas subiram 10%, totalizando US$ 49,8 bilhões (R$ 248 bilhões). O CEO Jamie Dimon ressaltou a “resiliência” da economia dos EUA, impulsionada por estímulos fiscais e investimentos em inteligência artificial, mas alertou para riscos como tensões geopolíticas, volatilidade dos preços da energia e elevados déficits fiscais globais.
O Goldman Sachs também apresentou números positivos, com lucro trimestral de US$ 5,4 bilhões (R$ 26,9 bilhões), aumento de 18%, puxado pelas receitas de assessoria financeira. As receitas totais subiram 14%, para US$ 17,2 bilhões (R$ 85,6 bilhões). O CEO David Solomon afirmou que, mesmo com a “maior incerteza” causada pela guerra, a atividade em operações de fusão e aquisição permanece robusta.
No Citigroup, os lucros cresceram 42%, atingindo US$ 5,8 bilhões (R$ 28,9 bilhões), com receitas de US$ 24,6 bilhões (R$ 122,5 bilhões), uma alta de 14%. Apesar de elevar em US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões) a provisão para perdas de crédito, o CFO Gonzalo Luchetti destacou a “resiliência” do consumidor americano e estabilidade na inadimplência.
Já o Wells Fargo apurou lucro de US$ 5,2 bilhões (R$ 25,9 bilhões), 7% maior que o do ano anterior, e receitas de US$ 21,4 bilhões (R$ 106,5 bilhões), avanço de 6%. O CEO Charlie Scharf atribuiu o desempenho à alta de empréstimos e depósitos, enfatizando a saúde financeira dos consumidores e empresas atendidos pelo banco.




