Da redação do Conectado ao Poder
Deputada federal pelo DF afirma que medida é um “absurdo” e que população será quem arcará com os custos

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) criticou duramente o projeto que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. A proposta, já aprovada pelos parlamentares e em trâmite para o Senado, prevê o aumento de 513 para 531 deputados, o que representaria um acréscimo de R$ 64,6 milhões aos cofres públicos. Em entrevista ao programa “Rota Atividade”, da rádio Atividade FM (107,1), conduzido pelo jornalista Sandro Gianelli, a deputada se posicionou contra a medida. “Votei contra, fiz campanha contra, mas foi tudo muito rápido. A urgência foi colocada ontem e o projeto votado à noite. Uma lástima”, declarou.
A parlamentar afirmou que a decisão causará impacto direto no orçamento e quem pagará a conta será o contribuinte. “Quem vai pagar a conta? Nós, claro, todos nós, pagadores de impostos. É um absurdo”, reforçou. Segundo Kicis, a tramitação da proposta ocorreu de forma acelerada, sem a devida discussão. Para ela, a justificativa usada por deputados de alguns estados, que corriam o risco de perder cadeiras com a redistribuição do número de parlamentares por estado, não sustenta a necessidade de aumentar o total de vagas. “Se você tinha que fazer um ajuste, tá, ok. Mas vamos fazer o ajuste sem aumentar o número de deputados”, opinou. A deputada classifica a decisão como uma “solução mágica” e considera o aumento injustificável.
Apesar da aprovação na Câmara, Bia Kicis acredita que o Senado pode ter uma postura diferente. “Infelizmente passou, mas eu não sei se vai passar no Senado, não”, comentou. Ela ainda destacou que o tema gerou insatisfação entre diversos setores e que a resistência à medida é crescente. A proposta de ampliação do número de deputados federais ainda será analisada pelos senadores, que podem aprová-la, modificá-la ou rejeitá-la integralmente.
Enquanto isso, o debate sobre os custos da máquina pública e a representatividade no Congresso segue em alta, com a expectativa de que novas reações surjam à medida que o projeto avance no Legislativo.





