Da redação
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura, anunciou a criação do Prêmio João do Rio, dedicado a crônicas, como a 13ª categoria do Prêmio Literário Biblioteca Nacional. Concedida anualmente desde 1994, a premiação reconhecerá obras já publicadas no Brasil e a nova categoria estará em vigor a partir deste ano.
Na gestão de Marco Lucchesi, presidente da FBN desde 2023, foram acrescentadas quatro novas categorias ao prêmio: Histórias de Tradição Oral (Prêmio Akuli), Ilustração (Prêmio Carybé), Histórias em Quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen) e, agora, Crônica. Lucchesi destacou que essas inclusões são essenciais para captar a produção literária nacional e enriquecer o acervo da instituição.
O Prêmio João do Rio homenageia o jornalista e escritor Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, conhecido como João do Rio (1881-1921), pioneiro da crônica social moderna no Brasil. Ele retratou a boemia e a vida das classes populares, unindo jornalismo e literatura, apesar do preconceito por sua origem negra e orientação sexual.
Com a nova categoria, o prêmio contempla 13 áreas, incluindo Conto, Ensaio Literário, Ensaio Social, Literatura Infantil, Literatura Juvenil, Poesia, Romance, Tradução, entre outros. Cada vencedor receberá R$ 30 mil. Podem concorrer obras inéditas em língua portuguesa, publicadas no Brasil, de editoras ou autores independentes com ISBN e Depósito Legal.
Veronica Lessa, coordenadora do Centro de Cooperação e Difusão da FBN, afirmou que as novas categorias representam uma reparação histórica. As obras serão avaliadas por comissões de três julgadores e os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União e no portal da Biblioteca Nacional. O Depósito Legal é obrigatório, para preservação da memória bibliográfica, conforme Leis 10.994/2004 e 12.192/2010.







