Da redação
Um biodigestor caseiro, desenvolvido com um tambor vedado e filtro simples, permite produzir gás de cozinha a partir de resíduos orgânicos em residências. A alternativa vem ganhando destaque neste mês em várias cidades brasileiras diante do custo elevado do gás liquefeito de petróleo (GLP).
O equipamento consiste em um tambor vedado onde restos de alimentos e outros resíduos orgânicos são depositados. Em ambiente sem oxigênio, esses materiais passam por um processo de decomposição realizado por bactérias, que geram o biogás, utilizado como combustível em fogões e outros equipamentos domésticos.
Além de produzir energia limpa, o sistema também resulta em adubo natural rico em nutrientes. Esse subproduto pode ser utilizado para fertilizar hortas e jardins, contribuindo para a redução do descarte de resíduos em aterros sanitários e trazendo benefícios ambientais conforme relatos de especialistas consultados.
A montagem do biodigestor exige materiais acessíveis, como o tambor plástico, tubos para conduzir o gás e um filtro simples para minimizar odores. Segundo instrutores de oficinas e técnicos ouvidos, o sistema pode ser instalado em residências com espaço adequado para manejo seguro dos resíduos e armazenamento do biogás.
O uso de biodigestores caseiros é permitido em âmbito residencial, desde que sejam respeitadas as normas de segurança e o armazenamento seja feito em local apropriado. A adoção crescente da tecnologia reflete a busca por alternativas ao gás tradicional, especialmente devido ao preço, conforme apontado por associações de consumidores.
Dados do setor indicam que o aumento do preço do GLP levou muitas famílias a procurarem opções mais econômicas e sustentáveis. O biogás gerado pelo biodigestor pode suprir parte da demanda doméstica, reduzindo custos e promovendo o reaproveitamento de resíduos orgânicos no cotidiano.






