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Blocos fora do Eixo: veja programação de Carnaval para além do plano piloto

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Da redação

Antes mesmo da inauguração de Brasília, operários e autoridades já celebravam o carnaval em meio às obras da nova capital. Em 1961, o festejo passou a ser realizado oficialmente nos clubes do Plano Piloto, uma tradição que perdurou por anos. Com a expansão do Distrito Federal, cresceu o desejo de levar a folia para além do centro.

Fundado em 1995, o Mamãe Taguá foi um dos primeiros blocos a consolidar o carnaval nas cidades satélites. Segundo o organizador Jorge Cimas, “essa história de que o carnaval de Brasília acontece só no Plano Piloto é folclore”. Em 2025, o bloco reuniu cerca de 20 mil pessoas no Taguaparque, resgatando a tradição que havia sido interrompida em Taguatinga.

Outro destaque é o Bloco do Seu Júlio, criado em 2010 em Planaltina por Júlio Paixão. O vice-presidente Juliano Castelo destaca a importância do envolvimento comunitário: “Sem o povo, não existe carnaval”. A expectativa é de 35 mil foliões em 2024. O bloco foi premiado como melhor bloco de rua de Brasília em 2019, 2020 e 2023.

Em Águas Claras, o Bloco da Toca busca fortalecer o carnaval desde 2018, promovendo pertencimento em uma região de alta densidade populacional. “A existência de carnaval fora do Plano Piloto é fundamental para a descentralização cultural do Distrito Federal”, afirma o produtor Alyson Soares.

O CarnaFlow, criando em Ceilândia em 2016, busca levar a folia para a periferia. “A cultura do Distrito Federal não está concentrada no centro”, diz Antônio de Pádua, coordenador do bloco. Realizado pelo programa Jovem de Expressão, o evento funciona como laboratório de aprendizado e trabalho para jovens da comunidade.