Da redação
A esquerda enfrenta impasse na definição do candidato ao governo do Distrito Federal. De um lado, Ricardo Cappelli (PSB) quer liderar uma chapa ampla para tentar derrotar Celina Leão, nome da direita. Do outro, Leandro Grass, da federação PT/PCdoB/PV, busca ser o nome do campo progressista e descarta ser vice em uma composição.
A disputa ficou evidente no lançamento da pré-candidatura à reeleição da senadora Leila do Vôlei (PDT), onde ambos discursaram e defenderam “unidade”, mas reafirmaram a intenção de disputar a cabeça de chapa. Cappelli garantiu que o PSB terá candidato próprio e defendeu uma frente além da esquerda. “A esquerda sozinha não ganha eleição no DF. Precisamos conversar com o centro e até centro-direita. Uma chapa de esquerda é caminho para derrota e coloca em risco a candidatura de Leila”, disse à CNN.
Grass também propôs uma frente ampla, mas reforçou a necessidade de convergência programática e não aceita ser vice. “Queremos que o PSB venha compor conosco. Não faria sentido dividir esse campo. O PSB já foi formalmente convidado, mas ainda não sinalizou interesse”, afirmou à CNN.
Ambos evitaram abordar a disputa interna diretamente durante o evento, mas citaram a importância de enfrentar Celina Leão e Ibaneis Rocha e apoiaram Leila ao Senado. O apoio do presidente Lula pode ser decisivo. Grass conta com a experiência eleitoral de 2022, quando obteve 434.587 votos (26,26%) na disputa pelo governo do DF. Já Cappelli ganhou simpatia de Lula ao atuar como interventor federal no DF durante os atos de 8 de janeiro de 2023 e como ministro interino do GSI.
Leila, por sua vez, defendeu “pacificação” e afirmou que ainda há tempo para negociar uma candidatura única. “Temos tempo ainda para o diálogo buscando essa pacificação”, disse à CNN.






