Da redação
A eleição presidencial em Portugal caminha para um segundo turno entre António José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, da ultradireita. Segundo boca de urna da Universidade Católica de Lisboa para a RTP, divulgada ao fim da votação deste domingo (data não informada), Seguro obteve entre 30% e 35% dos votos, enquanto Ventura registrou de 20% a 24%. João Cotrim de Figueiredo, do Iniciativa Liberal, ficou em terceiro, com 17% a 21%. Henrique Gouveia e Melo marcou de 11% a 14%, e Luís Marques Mendes, de 8% a 11%.
O pleito foi marcado pelo maior comparecimento dos eleitores em vinte anos. A previsão de abstenção era de 35% a 40%, inferior à verificada em 2021, quando mais da metade dos portugueses deixou de votar devido à pandemia da Covid-19.
Seguro e Ventura representam perfis opostos. Seguro, de perfil moderado e fala pausada, ex-líder do Partido Socialista e atualmente professor universitário, propôs durante a campanha uma postura conciliadora. Em entrevista, afirmou: “Eu me orgulho de ter sido responsável e ajudado o meu país”, ao recordar sua atuação durante a crise do euro.
Ventura, ao contrário, adotou o discurso radical e busca impulsionar reformas constitucionais profundas, prevendo penas mais duras e políticas migratórias restritivas. Durante a campanha, afirmou à RTP que pretende usar a “magistratura de influência” para promover mudanças legais e nunca escondeu o objetivo de chegar ao cargo de primeiro-ministro.
Pesquisas indicam que Seguro é favorito caso a disputa vá ao segundo turno, com vantagem de 49% a 29% sobre Ventura. Independentemente do resultado, Ventura já alcançou seu melhor desempenho em eleições presidenciais e se consolida como liderança de expressão nacional.






