Da redação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta quarta-feira que ele entregou uma arma ao sargento Silva Filho após perceber falha no acionamento do ferrolho. O episódio ocorreu, de acordo com os advogados, para identificar o problema no equipamento, uma pistola da marca Glock.
Os advogados detalham que Silva Filho possui experiência em armamentos, inclusive naquele modelo específico de pistola. Após questionamento do ministro Alexandre de Moraes, a defesa explicou que Bolsonaro buscou auxílio do sargento com o objetivo exclusivo de realizar a manutenção necessária do armamento diante do defeito constatado.
Segundo a defesa, sem que Bolsonaro soubesse, a equipe de segurança decidiu retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante. Os advogados afirmam que essa medida foi adotada devido às “medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas” ao ex-presidente, consideradas capazes de afetar sua cognição.
Após essa intervenção, Bolsonaro teria percebido que o armamento deixou de funcionar. A defesa destacou que ele não tem interesse em reaver a pistola enquanto cumprir pena. Advogados negaram qualquer relação direta entre o armamento e o final do período de prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, previsto para a próxima semana.
A defesa argumentou que a condenação atribuída a Bolsonaro não impôs a entrega da arma e afirmou que, caso houvesse tal determinação judicial, o ex-presidente teria entregado imediatamente. “A necessidade de verificação do armamento decorreu exclusivamente da falha constatada em seu funcionamento”, reiteraram.
O ministro Alexandre de Moraes havia apontado que o pedido de manutenção da arma ocorreu às vésperas do término da prisão domiciliar humanitária. A defesa sustenta que o procedimento foi motivado unicamente por questões técnicas e não por fatores relacionados à situação processual de Bolsonaro.





