Da redação
A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma UTI em Brasília reacendeu a pressão de parlamentares bolsonaristas para que o STF (Supremo Tribunal Federal) conceda prisão domiciliar ao ex-presidente. O principal alvo da mobilização é o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe. Congressistas aliados pretendem se reunir nesta segunda-feira (16) para definir estratégias de pressão, segundo informou o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
Moraes rejeitou recentemente pedido da defesa para transferir Bolsonaro da unidade prisional Papudinha para casa. Em resposta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que apresentará nova solicitação ao STF, acompanhada de novos ataques da oposição à Corte. “Vamos continuar pressionando politicamente até o presidente ficar em casa, para que ele possa ter mais dias de vida”, declarou Cabo Gilberto Silva.
Bolsonaro, internado desde sexta-feira (13) no hospital DF Star com broncopneumonia, tem quadro considerado grave e sem previsão de alta. Segundo boletim médico divulgado no domingo (15), ele está clinicamente estável com melhora na função renal, mas apresenta marcadores inflamatórios elevados.
Parlamentares também avaliam que a aprovação de projeto que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 facilitaria a concessão da prisão domiciliar. O texto foi aprovado pelo Congresso, vetado pelo presidente Lula (PT), e ainda não há previsão para análise do veto, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), resiste à abertura de sessão que poderia instalar uma CPI sobre o Banco Master.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, devendo cumprir de seis a oito anos em regime fechado, podendo ter a pena reduzida caso o veto ao projeto legislativo seja derrubado. A oposição segue pressionando o STF, enquanto outros líderes, como Augusto Coutinho (Republicanos-PE), criticam a estratégia e defendem foco em outras pautas do Congresso.







