Da redação
O governo de Israel confirmou neste sábado (4) ataques a instalações petroquímicas no sudoeste do Irã. Segundo a mídia estatal iraniana, a ofensiva deixou ao menos cinco mortos e 170 feridos. O ataque foi reconhecido pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que declarou à CNN que a ação é parte do esforço para “derrotar o regime terrorista em Teerã”. Netanyahu afirmou ainda que a produção petroquímica é uma das principais fontes de financiamento do governo iraniano.
O complexo atingido está localizado em Mahshahr, a aproximadamente 900 km de Teerã e 100 km do Estreito de Hormuz. De acordo com o Irã, um incêndio iniciado após o ataque foi controlado. A área, conforme o The New York Times, é um dos principais centros industriais do país e responsável por parcela significativa da produção petroquímica iraniana.
O tráfego de navios com cargas essenciais no Estreito de Hormuz foi liberado neste sábado, informou a agência de notícias estatal do Irã. O bloqueio da via, crucial para o comércio global de petróleo, ocorre desde o início dos confrontos na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu prazo de 48 horas para que o Irã reabra o Estreito de Hormuz, ameaçando que “todo o inferno” se abaterá sobre o país caso a passagem permaneça fechada.
Na sexta-feira (3), o Irã afirmou ter abatido duas aeronaves americanas: um F-15E Strike Eagle, com dois tripulantes — sendo que um está desaparecido —, e um A-10 Warthog, cujo piloto conseguiu se ejetar após ser atingido durante missão de busca e salvamento.







