Da redação
O Botafogo anunciou nesta sexta-feira (20) a saída de Cláudio Caçapa do cargo de auxiliar técnico permanente da equipe principal, em meio a uma reestruturação administrativa promovida pela SAF do clube. A medida faz parte de um processo de redução de custos e ajustes na operação, que, somente neste mês de fevereiro, já resultou em duas rodadas de demissões.
A primeira leva de cortes, ocorrida em 12 de fevereiro, dispensou cerca de 40 funcionários. A segunda começou na quinta-feira (19) e se estendeu até sexta, totalizando mais de dez desligamentos. Inicialmente, as mudanças atingiram profissionais das categorias de base e do futebol feminino, incluindo membros do departamento de scout das equipes sub-17 e sub-20, além de preparadores físicos. Posteriormente, as demissões chegaram ao grupo do futebol profissional.
Com a saída de Caçapa, encerra-se seu ciclo nos bastidores do clube, onde atuava desde a implementação da SAF. Outro nome importante desligado foi Raphael Rezende, coordenador de scout, que estava no clube desde 2022 após passagem pelo Grupo Globo, sendo responsável por estruturar o setor de análise e observação de atletas.
A diretoria do Botafogo afirma que as mudanças fazem parte de uma revisão iniciada após quase quatro anos da SAF, com o objetivo de tornar a operação mais eficiente, reduzir despesas administrativas e realocar investimentos diretamente para o futebol. A expectativa é de que a estrutura mais enxuta proporcione equilíbrio financeiro e decisões esportivas mais sustentáveis.
O contexto financeiro do clube já exigia ajustes desde a temporada passada. Em janeiro, o Botafogo quitou parcelas atrasadas de direitos de imagem e saldou dívida com o Atlanta United, encerrando um transfer ban. Para assegurar esses pagamentos, o investidor John Textor recorreu a um empréstimo de 25 milhões de dólares, medida que provocou questionamentos internos.






