Da redação
O Brasil registrou saldo positivo de 145.161 vagas formais de trabalho, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado decorreu de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos de trabalhadores.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, todos os cinco grandes setores econômicos tiveram saldo positivo, com destaque para Serviços, que criou 74.514 empregos, Agropecuária com 22.898, Comércio com 19.177, Construção Civil com 14.136 e Indústria com 4.438 vagas. No recorte regional, a geração de empregos foi liderada pelo Sudeste, que abriu 70.383 postos, seguido por Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte.
Entre os estados, São Paulo liderou com 34.981 vagas, seguido de Minas Gerais, com 20.805, e Rio de Janeiro, com 16.856. O Espírito Santo apresentou saldo negativo de 2.259 empregos. Tocantins também teve saldo negativo, com 135 postos, e Rondônia gerou 108 postos. O Amapá, o Acre e Mato Grosso foram os destaques proporcionais positivos.
O salário médio real de admissão alcançou R$ 2.404,34 em junho, representando aumento real de R$ 16,90 em relação ao mês anterior. Pessoas de 18 a 24 anos ocuparam 100.597 vagas. Trabalhadores autodeclarados pardos tiveram saldo de 106.176 postos, brancos, 28.636, e pretos, 20.199.
Segundo Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, a criação de vagas diminuiu em relação ao ano anterior, influenciada pela política de juros do Banco Central. Ele também associou o resultado ao tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e aos conflitos internacionais, especialmente com impacto sobre o preço do petróleo.





