Da redação
A intensificação do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode comprometer a distribuição global de medicamentos. O alerta foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste sábado (21), durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). “Toda a guerra faz mal à saúde. Ela mata pessoas, mata inocentes, destrói unidades de saúde e pode afetar a cadeia de distribuição global”, declarou à Agência Brasil.
Padilha acompanhou um mutirão de exames e cirurgias para mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele enfatizou que o Ministério da Saúde está monitorando o cenário internacional e avaliando possíveis impactos nos custos logísticos, mas garantiu que, até o momento, não houve alterações significativas.
Segundo o ministro, desde o início da guerra, no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, o impacto mais evidente foi no suprimento mundial de petróleo, que é fundamental não apenas para combustíveis, mas também para a indústria farmacêutica. O preço do barril de petróleo chegou a picos de US$ 120, com alta volatilidade. Analistas não descartam elevações maiores, devido à dificuldade no transporte pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 25% do comércio global do produto e controlado pelo Irã.
Padilha relatou ainda ter dialogado recentemente com autoridades da China e Índia sobre os possíveis efeitos do conflito nas rotas de insumos necessários à fabricação de medicamentos.
“O risco existe. A base inicial de muitos medicamentos é formada por produtos derivados do petróleo. Se há aumento do preço internacional do petróleo ou dificuldade de acesso, especialmente para países como China e Índia, a guerra pode afetar essa cadeia”, alertou o ministro.







