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Brasil prioriza pragmatismo em relações com governos de direita na América Latina


Da redação

O governo brasileiro adota uma estratégia de relacionamento bilateral com países latino-americanos liderados por governos de direita ou extrema-direita, priorizando pautas pragmáticas como infraestrutura, energia, combate ao crime organizado e cooperação para enfrentar desastres naturais, de acordo com integrantes da administração federal.

A vitória de Keiko Fujimori no Peru e de Abelardo De La Espriella na Colômbia, somada à eleição de representantes de direita no Chile, Equador e Bolívia no ano passado, deixou o Brasil mais isolado na América do Sul, figurando, ao lado do Uruguai, como um dos poucos países do campo progressista da região.

Integrantes do governo avaliam que o cenário político regional não deve comprometer as relações bilaterais do Brasil com Peru, Equador, Chile, Colômbia e Bolívia, com exceção de Javier Milei na Argentina, que, segundo interlocutores, adota postura considerada mais hostil em relação ao governo brasileiro.

Ainda conforme essas fontes, a tendência é que interesses pragmáticos devam prevalecer nesses países na definição das agendas com o Brasil, especialmente em áreas como a realização de investimentos em infraestrutura para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico e a ampliação de parcerias no setor de energia, o que ganhou relevância após a guerra no Irã, que destacou vulnerabilidades globais nesta área.