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BRB aposta em acordo entre Lula e Celina para garantir empréstimo de R$ 6,6 bilhões


Da redação

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta semana ver com otimismo a possibilidade de um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, para que o Tesouro Nacional aprove empréstimo solicitado ao BRB, visando fortalecer a instituição sem a exigência de bens públicos como garantia.

Segundo Nelson de Souza, o financiamento pretendido pode ser intermediado pelo Fundo Garantidor de Crédito ou por um consórcio de bancos. Ele ressaltou que o Governo do Distrito Federal nunca deixou de cumprir suas obrigações financeiras, assegurando que esta postura deve ser mantida. “Acredito firmemente que, por meio do diálogo e da liderança de Lula e Celina, será possível alcançar um entendimento em favor no aval que o Tesouro pode fornecer”, declarou.

O presidente do BRB recordou uma operação recente na qual o Tesouro concedeu aval para um empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, em conjunto com cinco bancos, com prazo de 15 anos para quitação. Ele citou o caso como referência de viabilidade para busca de novos entendimentos em negociações similares ao pleito do BRB.

Na semana passada, uma assembleia geral de acionistas aprovou o aumento de capital do BRB, que pode chegar a R$ 8,8 bilhões. O banco protocolou pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito no fim de março, mas até o momento não obteve aval do Tesouro. A instituição enfrenta prazo até 29 de maio para realizar aporte de capital.

Para contornar a ausência de garantias, o BRB e o Governo do Distrito Federal ofereceram alternativas como imóveis, ações de estatais e a possível venda de parte da dívida ativa do DF, estimada em R$ 12 bilhões. O presidente do BRB reforçou a busca por soluções negociadas diante do cenário financeiro.

O contexto ganhou novo desdobramento após decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que derrubou uma liminar proibindo uso de bens públicos para fortalecer o patrimônio do banco. A medida, ainda sujeita à apreciação do plenário virtual do STF, ocorre após sanção da Lei Distrital nº 7.845/2026 em 10 de maio, intensificando discussões jurídicas sobre a situação do BRB.