Início Mundo Brics manifesta preocupação com tensões no Oriente Médio em cúpula na Índia

Brics manifesta preocupação com tensões no Oriente Médio em cúpula na Índia


Da redação

Líderes dos países que compõem o Brics reuniram-se em Nova Delhi e manifestaram “profunda preocupação” com a escalada das tensões no Oriente Médio, criticaram tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam maior participação do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, conforme declaração conjunta divulgada. A reunião contou com a presença do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, dos presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Masoud Pezeshkian (Irã) e do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Segundo o texto aprovado, os países pediram “máxima contenção” frente ao agravamento do cenário no Oriente Médio, sem citar diretamente nações envolvidas ou mencionar o termo “guerra”. O grupo também criticou medidas tarifárias unilaterais consideradas incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio e que, segundo os signatários, distorcem o comércio internacional. O documento não faz referências nominais aos Estados Unidos ou ao ex-presidente Donald Trump.

A declaração defendeu ainda a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com vistas a torná-lo mais democrático e representativo dos países em desenvolvimento. China e Rússia, membros permanentes do órgão, reiteraram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia por maior protagonismo na ONU. Entretanto, o texto não menciona especificamente a inclusão de novos membros permanentes.

Os integrantes do Brics também se comprometeram a buscar mecanismos de pagamentos internacionais em moedas locais, sem menção à criação de moeda própria do grupo. O documento destacou ainda que erradicar a pobreza extrema continua como o principal desafio global, registrando proposta de Brasil e África do Sul de criação de painel internacional sobre desigualdade. O Brics reúne 11 países, que representam 39% da economia mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional.