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Briga entre os deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo expõe racha no PL goiano

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Da redação

Discussão iniciada após ausência do senador Wilder Morais em votação no Senado terminou com ameaças de morte e escolta policial no plenário Iris Rezende

A troca de acusações entre os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos do PL, provocou o encerramento antecipado da sessão da Assembleia Legislativa de Goiás pelo presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), nesta quinta-feira (7). O confronto ocorreu após críticas à ausência do senador Wilder Morais em votação no Senado Federal que barrou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

A crise começou na sessão plenária da quinta-feira (30), quando Amauri Ribeiro criticou publicamente Wilder Morais, questionando sua ausência na votação e sugerindo que um único voto poderia ter definido o resultado. O deputado disse que iria perguntar pessoalmente ao senador o motivo da ausência.

Na sessão da quarta-feira seguinte (6), Major Araújo saiu em defesa de Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás pelo PL, e passou a atacar Amauri. O deputado afirmou que o correligionário “induziu as pessoas a pensarem” que a ausência de Wilder favorecia Messias, acusando-o de agir de má-fé. Major também atacou o histórico político de Amauri, que se filiou ao PL no dia 3 de abril, último dia da janela partidária, após deixar o União Brasil. O clima de tensão entre os dois foi se intensificando.

Ainda na quarta-feira (6), Amauri, que acompanhava a sessão remotamente por estar em viagem, anunciou que cancelaria compromissos para participar presencialmente da sessão seguinte. O deputado declarou que queria um encontro “olho no olho” com Major Araújo para rebater os ataques feitos no plenário.

A discussão atingiu o ponto máximo nesta quinta-feira, com troca de ofensas durante a sessão. Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselmann do PL” e de “direita trans”, enquanto recebeu em resposta o apelido de “soldadinho de brinquedo” e “soldadinho de chumbo”. Os deputados ainda trocaram acusações como “burro”, “canalha”, “vagabundo” e “safado”. Diante da escalada dos ânimos, Bruno Peixoto encerrou a sessão, que durou apenas 30 minutos.

Mesmo após a suspensão dos trabalhos, a discussão continuou no plenário. Amauri afirmou: “Não deixa eu pôr a mão em você não”. Major respondeu: “Põe a mão em mim pra você ver. Amanhã você amanhece morto”. A Polícia Legislativa foi acionada e escoltou os dois parlamentares para saídas distintas do plenário Iris Rezende. A assessoria de Amauri Ribeiro informou posteriormente que os advogados do deputado farão representação no Conselho de Ética da Assembleia por quebra de decoro parlamentar em razão da ameaça de morte.