Início Ciência e tecnologia Burocracia e falta de autonomia dificultam comercialização de pesquisa científica no Vietnã

Burocracia e falta de autonomia dificultam comercialização de pesquisa científica no Vietnã

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Da redação

A Dra. Pham Thi Hong Phuong, da Universidade Industrial da Cidade de Ho Chi Minh, destacou em 2024 que a transferência de tecnologia ainda é um dos principais desafios para startups inovadoras no Vietnã. Segundo ela, há uma lacuna significativa entre a pesquisa científica e o mercado no país.

Todos os anos, milhares de projetos de pesquisa são concluídos em ministérios e órgãos estaduais, formando uma base expressiva de conhecimento. No entanto, a taxa de comercialização dos resultados permanece baixa e muitas startups enfrentam a ausência de tecnologia essencial para criar produtos competitivos, conforme ressaltou a pesquisadora.

Entre as dificuldades apontadas, destaca-se o chamado “vale da morte” da tecnologia, período em que projetos ficam restritos ao laboratório por falta de recursos, financiamento e apoio para desenvolvimento de produtos. Empresas, por sua vez, tendem a investir apenas em tecnologias já comprovadas e com riscos minimizados, ampliando a lacuna.

A principal vulnerabilidade está na fase intermediária, quando técnicas precisam passar do experimento à aplicação prática. Segundo Pham Thi Hong Phuong, muitos projetos promissores fracassam devido à ausência de mecanismos de apoio adequados neste estágio, reforçando a necessidade de atuação dos Escritórios de Transferência de Tecnologia (ETT).

Esses escritórios, segundo a pesquisadora, desempenham papel central na seleção de tecnologias alinhadas ao mercado, proteção da propriedade intelectual, suporte à negociação comercial e estímulo à formação de empresas derivadas. Ela defende que o sistema dos ETTs no Vietnã seja reformulado, inspirado em exemplos internacionais como Stanford e o MIT, priorizando maior autonomia e equipes especializadas.

A Dra. Pham Thi Hong Phuong propôs a estratégia “5P” para superar os entraves, envolvendo Profissionalismo, Plataforma digital, Participação nos Lucros, Sandbox de Políticas e Parceria. Para ela, fortalecer esse sistema pode aumentar a comercialização de pesquisas e consolidar um ecossistema inovador, contribuindo para uma economia baseada no conhecimento.