Da redação do Conectado ao Poder
Governador de Goiás e pré-candidato em 2026 afirma que gestão federal ignora medidas estruturantes e falha em combustíveis, energia e inovação.
Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, chamou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “acéfalo” ao criticar as prioridades da gestão federal, nesta quarta-feira (8/4), durante participação no programa CB.Poder, em Brasília, ao afirmar que o Planalto dá foco à polarização e deixa de lado políticas estruturantes e temas como educação, saúde, segurança pública e endividamento das famílias.
Ao abordar o cenário de energia e combustíveis, Caiado disse que crises “recorrentes” no setor evidenciam falhas de condução e citou a falta de continuidade em políticas públicas para ampliar a autonomia do país. “Não temos hoje uma refinaria que funcione para atender a toda a nossa produção do pré-sal. Portanto, há toda uma mudança de conceito na qual o Brasil ficou parado. O país não avançou em tecnologia, inovação e independência. Hoje temos independência alimentar, mas não temos independência na produção de combustíveis nem de energia”, afirmou.
Na mesma entrevista, o governador defendeu que o Brasil precisa de ações estruturantes em áreas como energia, combustíveis e inteligência artificial, e disse que a discussão política estaria desviando a atenção de problemas cotidianos. “É um governo acéfalo, que se preocupa em discutir a polarização, mas não está preocupado com educação, saúde, segurança pública ou com a dívida das pessoas”, declarou.
Caiado também mencionou o nível de endividamento das famílias e questionou medidas de renegociação de dívidas adotadas pelo governo federal, como o programa Desenrola, relacionando o tema ao patamar de juros. “Os números são estratosféricos: alguns dizem que 80% das famílias brasileiras estão endividadas. O governo propõe o ‘Desenrola’ e outros programas, mas como resolver se a causa determinante é uma taxa de juros de 14,75%? É um ‘falso positivo’. Ele libera o FGTS ou linhas de crédito, mas logo o empréstimo ou o cartão de crédito da pessoa estará com juros de mercado que chegam a 25%”, disse.
Sobre as contas públicas, Caiado afirmou que houve aumento do endividamento do país no período recente e citou o valor de R$ 870 bilhões. Segundo ele, a dívida teria avançado de 72% para 80%. “O modelo petista é exatamente o mesmo. Só que agora o Lula foi tão gastador, populista e irresponsável com as contas públicas. Não se governa sem equilíbrio fiscal; isso é condicionante. Ele virou as costas para isso. Parece não interessar; manda rodar a ‘maquininha’, produzir dinheiro e despejar recursos, acreditando que a produção virá depois e resolverá o problema”, afirmou.
Durante a participação, Caiado apresentou sua candidatura como alternativa para 2026 e associou sua movimentação política à tentativa de reduzir a polarização no pleito presidencial, ao mesmo tempo em que reiterou críticas à condução do governo federal em temas econômicos e de infraestrutura.






