Da redação do Conectado ao Poder
A situação da saúde em Goiás se agrava com a falta de recursos do governo federal, apontada por Caiado como retaliação política.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, denunciou a falta de repasses federais para a saúde do estado, revelando que o governo federal deixou de investir mais de R$ 1,1 bilhão em recursos essenciais. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, 10, Caiado destacou que a ausência de verbas compromete a manutenção de unidades de saúde como o Hospital Estadual de Águas Lindas (Heal) e o Hospital CORA.
O governador atribuiu a falta de repasses a uma possível retaliação política em função da oposição ao governo federal. “Se o estado não tivesse a responsabilidade de buscar o seu equilíbrio fiscal, a única condição do estado seria de fechar os hospitais”, afirmou, ressaltando a importância do acesso à saúde para a população goiana.
Embora o governo federal tenha informado ter repassado cerca de R$ 600 milhões em 2024 e R$ 300 milhões em 2025, Caiado reafirmou que esses valores não são suficientes. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), o Ministério da Saúde deve ao estado valores referentes ao custeio das obras dos hospitais, entre eles, R$ 55 milhões para o Heal e outros R$ 53 milhões para o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA).
Além dos problemas relacionados à construção dos hospitais, o governador mencionou a falta de medicamentos de alto custo. A SES-GO afirmou que o estado precisou arcar com gastos de aproximadamente R$ 972 milhões entre 2019 e 2024 para comprar esses medicamentos, que deveriam ser financiados pelo governo federal.
Os efeitos da falta de repasses já se fazem sentir. “Toda a estruturação da ala infantil do CORA foi custeada pelo tesouro estadual”, afirmou a SES-GO. Assim, a disposição de medicamentos essenciais para tratamentos de doenças graves como Alzheimer e Parkinson ainda é um desafio devido à falta de recursos federais.
A Secretaria também mencionou que mais de 25 medicamentos recentemente incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não foram disponibilizados ao estado, criando uma demanda reprimida que impacta diretamente a saúde da população.






