Da redação
O prazo para desincompatibilização de cargos públicos, filiação partidária e mudança de domicílio eleitoral encerrou neste sábado (6), etapa fundamental para quem deseja disputar mandato eletivo neste ano. Ao todo, 17 ministros do governo Lula e 11 governadores deixaram seus cargos com foco nas eleições, entre eles Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e figura veterana em disputas desde 1989.
Caiado foi escolhido pelo PSD como pré-candidato à Presidência, superando Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. O histórico político, a visibilidade nacional e o patrimônio destacam Caiado entre os governadores.
Por trás da decisão, o PSD busca preservar recursos do fundo eleitoral e partidário, avaliando que uma candidatura sem chances reais de vitória prejudicaria prioridades como as disputas para o Legislativo nacional e Executivos estaduais. O limite de gastos para a Presidência em 2026 será de aproximadamente R$ 105 milhões, cerca de 25% dos R$ 420 milhões do fundo do partido.
Dentro do PSD, contudo, o nome escolhido precisará lidar com a diversidade interna. Ratinho Jr. (PR) foi o único governador da sigla a declarar apoio a Caiado, e já admite palanque duplo em seu estado. Isso aponta para um cenário em que boa parte dos candidatos estaduais do partido pode não apoiar o presidenciável oficialmente lançado.
A fraqueza de Leite reside menos na capacidade eleitoral e mais na articulação política. Em 2022, perdeu prévias internas do PSDB para João Doria e não facilitou a transição, comportamento que pesou em sua exclusão pelo PSD. No cenário estadual, Daniel Vilela (MDB), vice e sucessor de Caiado, é favorito ao governo de Goiás, enquanto Gabriel Souza (MDB), apoiado por Leite no Rio Grande do Sul, deve ficar fora do segundo turno. A escolha por Caiado demonstra o pragmatismo do PSD em privilegiar alianças e recursos para eleições estaduais.







