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Caiado retoma diálogo com o PL em meio às articulações para 2026 em Goiás


Da redação

Após um período de embates e distanciamento, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), adota agora uma postura mais aberta ao diálogo com o Partido Liberal (PL). A mudança ocorre em meio às articulações para a sucessão estadual e tentativas de reorganização da direita goiana para as eleições de 2026.

A reaproximação entre os grupos acontece pouco mais de um ano após o rompimento evidenciado na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2024, que aprofundou divisões no campo conservador. Atualmente, aliados de Caiado buscam viabilizar a pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo estadual, enquanto o PL analisa estratégias para manter protagonismo, inclusive montando uma chapa competitiva para o Senado.

As conversas entre União Brasil e PL começaram há cerca de um ano, em visita de Vilela a Jair Bolsonaro, articulada por Major Victor Hugo (PL). O movimento gerou reações dentro do partido, ainda sob o impacto das eleições em Goiânia. No fim de dezembro, Caiado tratou do tema em reunião com o senador Flávio Bolsonaro, representante do bolsonarismo para 2026, em tom mais pragmático e atento aos cenários nacional e regional. Daniel Vilela confirmou que as conversas seguem abertas e devem se intensificar, sem pressa por definições.

O PL, por sua vez, está dividido. O senador Wilder Morais lançou pré-candidatura ao governo estadual e defende candidatura própria, enquanto parte do partido vê isso como estratégia de negociação. Para o Senado, o nome do deputado federal Gustavo Gayer é articulado. A sigla afirma trabalhar por uma chapa “robusta” com apelo conservador. Pesquisas recentes mostram Vilela na frente e Wilder em posição mais distante, reforçando a possibilidade de alianças.

No cenário nacional, Caiado busca ampliar diálogo com setores bolsonaristas, defendendo pautas de segurança e antipetismo, mas mantém sua pré-candidatura ao Planalto mesmo após Flávio Bolsonaro ser definido como nome do PL. A reaproximação sinaliza um reposicionamento estratégico diante de negociações ainda abertas em Goiás e no país.