Início Celebridades Caixa de Pandora aberta: novos segredos do caso Epstein revelados nos arquivos

Caixa de Pandora aberta: novos segredos do caso Epstein revelados nos arquivos


Da redação

O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro das atenções globais após a divulgação de mais de 3 milhões de páginas de documentos, vídeos e fotos inéditas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, entre o final de janeiro e início de fevereiro de 2026. A liberação, impulsionada pela Lei de Transparência dos Arquivos, foi noticiada pelo The Guardian e envolveu materiais que estavam sob custódia do FBI e outras autoridades.

Antes dessa nova leva, a chamada “Lista de Epstein”, compartilhada em 2024, já havia exposto nomes como Bill Clinton, Donald Trump, príncipe Andrew e David Copperfield, citados em diários de voo e depoimentos, mas sem acusações formais. Epstein, que morreu em 2019, usava sua fortuna e conexões para traficar e abusar de menores em propriedades como a ilha de Little St. James, uma mansão em Nova York e um rancho no Novo México.

Entre as revelações recentes, destaca-se uma foto do príncipe Andrew, sem data, posando de forma considerada “humilhante” sobre uma mulher não identificada. E-mails sugerem que Andrew convidou Epstein para jantar no Palácio de Buckingham em 2010, após a primeira condenação do empresário. A ex-esposa de Andrew, Sarah Ferguson, também aparece tratando Epstein como “irmão” em mensagens.

Donald Trump surge em novas imagens conversando com Epstein e uma mulher em eventos sociais. Relatórios apontam ainda a apreensão de “camisinhas de novidade” com o rosto de Trump na mansão de Epstein. Segundo Todd Blanche, do Departamento de Justiça, a revisão dos arquivos foi concluída sem encontrar evidências de conduta criminosa por parte de Trump.

O material mais perturbador indica que Epstein não apenas abusava das vítimas, mas também as “emprestava” a outros homens poderosos, contrariando versões anteriores. Apesar do encerramento oficial das investigações federais, políticos como Alexandria Ocasio-Cortez acusam o Departamento de Justiça de ocultar documentos e realizar uma “limpeza” seletiva, mantendo o caso em destaque na opinião pública e na mídia internacional.