Da redação
Festas juninas e eventos da Copa do Mundo adiam votações estratégicas e ampliam pressão sobre deputados
A Câmara dos Deputados estende a pausa nas sessões plenárias, mantendo parlamentares afastados de Brasília devido às festas juninas e compromissos da Copa do Mundo. Os trabalhos legislativos devem ser retomados apenas na semana a partir de 29 de junho, adiando decisões sobre temas considerados estratégicos pelo governo federal.
Projetos de grande repercussão econômica e social seguem sem definição durante esse período, aumentando a pressão sobre a agenda do Congresso Nacional. Entre eles está a proposta que permite a utilização de recursos do Fundo Social para renegociação de débitos do setor rural, cuja tramitação é acompanhada de perto por técnicos da área econômica.
O texto sobre o Fundo Social já passou pelo Senado Federal, foi alterado e depende agora de nova análise pelos deputados. O impacto financeiro dessas mudanças gera atenção, por envolver recursos expressivos dos cofres públicos nos próximos anos, conforme apurado.
Também está pendente de votação o projeto que trata do combate à misoginia, considerado prioritário pelos líderes antes do início oficial do recesso parlamentar. O tema deve ganhar destaque assim que os deputados retornarem ao trabalho, segundo integrantes do governo.
A previsão é que o recesso de julho comece em 18 de julho, desde que a Lei de Diretrizes Orçamentárias seja aprovada. Com prazo reduzido para apreciação das propostas, articulações políticas vão decidir a lista de prioridades nas próximas semanas.
Diante desse contexto, a Câmara se prepara para intensas negociações. Deputados terão de definir o futuro de iniciativas que envolvem temas fiscais, sociais e interesses de vários setores, num curto espaço de tempo até o fim do semestre legislativo.





