Da redação
A Câmara Legislativa do Distrito Federal adiou, nesta terça-feira, a votação do projeto que autoriza o Banco de Brasília a obter empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito. A decisão ocorreu após reunião entre deputados distritais e o secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira, diante de questionamentos sobre transparência e falta de dados.
O encontro, realizado antes da sessão plenária, contou com a presença de dez parlamentares, tanto da base quanto da oposição. Durante a reunião, Valdivino defendeu a proposta e afirmou que a capacidade de pagamento do Distrito Federal deve melhorar, citando a possibilidade de o Capag atingir a classificação A+ até agosto.
Os deputados, porém, consideraram as informações apresentadas insuficientes para aprovar o texto. Eles exigiram que o documento oficial especifique os juros do empréstimo e detalharam preocupações sobre o impacto fiscal da operação. Gabriel Magno, do PT, estimou que, com os juros, a dívida poderia chegar a cerca de R$ 20 bilhões.
Segundo Magno, o secretário respondeu de maneira evasiva, chamando de “valores mandrakes” as projeções feitas, o que resultou em maior insatisfação dos parlamentares. Ao final de mais de duas horas de discussão, apenas sete deputados compareceram ao plenário, impossibilitando a continuidade da sessão por falta de quórum.
O projeto foi enviado em regime de urgência pela governadora Celina Leão, do PP, e busca homologar acordo entre o GDF, União, Banco Central e BRB, já chancelado pelo ministro Luiz Fux no STF. A proposta prevê que o governo distrital ofereça contragarantias com recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.
A resistência dos deputados, inclusive governistas, ocorre após a recente compra de parte do Banco Master pelo BRB, episódio que gerou desgaste político. Até que haja revisão do texto, com inclusão de dados sobre o custo da operação, o projeto segue paralisado na Câmara Legislativa do DF.







