Da redação
O Unicef afirmou nesta semana que o Brasil apresenta aumento expressivo nas taxas de imunização de crianças e adolescentes, especialmente durante a Semana Mundial de Vacinação. A organização destacou que a elevação é resultado de estratégias recentes e alertou para a necessidade de manter vigilância contínua contra o retrocesso.
Segundo Luciana Phebo, chefe de Saúde do Unicef no Brasil, há avanços notáveis, mas atenção é fundamental para evitar reduções nas coberturas vacinais. Ela ressaltou a importância da imunização de crianças, adolescentes e gestantes e elogiou o aumento da cobertura do HPV, direcionada aos adolescentes.
O Unicef atribui a melhora ao engajamento direto de campanhas em escolas, que facilitou o acesso à vacina contra o vírus HPV e permitiu que jovens fossem imunizados antes do início da vida sexual. As autoridades visam combater a desinformação, incentivar o acesso e restaurar a confiança pública nas vacinas.
Entre 2021 e 2025, o Brasil registrou alta significativa na cobertura: entre meninas, o índice passou de 79,1% para 86,1%; entre meninos, de 41,1% para 74,5%. Esse avanço é considerado decisivo para prevenir vários tipos de câncer, como de colo do útero, ânus, garganta e pênis.
A vacinação extramuro, especialmente nas escolas, foi enfatizada por Luciana Phebo. Ela parabenizou a gestão do SUS e destacou que “as vacinas têm que ir até as crianças, têm que ir até os adolescentes”. O esforço segue com a Semana de Vacinação nas Escolas até 30 de abril, buscando ampliar ainda mais o alcance.
O programa nacional de imunização contra o HPV começou em 2014, centrado em meninas de 11 a 13 anos. Hoje, abrange meninos e meninas de 9 a 14 anos, com jovens de 15 a 19 anos autorizados a se vacinar até 30 de junho de 2026, ampliando as chances de erradicação da doença.






