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Candidato do Partido Novo em 2026 terá que apoiar impeachment de ministros do STF para concorrer


Da redação

O diretório nacional do Partido Novo divulgou nesta terça-feira (7) as diretrizes para a escolha de candidatos e formação de alianças nas eleições de 2026. Segundo a resolução, todos os candidatos deverão assumir compromisso explícito com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que pratiquem abusos de autoridade, citando nominalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O partido destaca que a exigência “não é simbólica”.

O documento também proíbe coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Diretórios estaduais poderão sugerir alianças locais, mas todas dependerão da aprovação do diretório nacional.

Entre os critérios para a seleção de candidatos, a legenda exige alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas. O Novo mantém ainda a Jornada de Formação Partidária, destinada à capacitação de filiados interessados em disputar cargos eletivos.

As novas regras entram em vigor com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) e serão utilizadas nas convenções que definirão as candidaturas do Novo para 2026. Segundo o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas visam preservar a coerência política da legenda e fortalecer sua identidade programática.

Em março, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, protocolou pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de “desídia” e conduta “incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. O pedido foi assinado também por Eduardo Ribeiro e outros membros da sigla.