Cão Orelha: adolescente deixa de ser suspeito e passa a ser testemunha do caso


Da redação

A Polícia Civil de Santa Catarina descartou a participação de um dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão “Orelha”. A decisão foi tomada após a família do jovem apresentar provas de que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, no momento do crime, informação confirmada por imagens analisadas durante a investigação.

Com isso, o adolescente deixa de ser suspeito e passa a ser testemunha do caso, enquanto a Polícia Civil segue ouvindo outros adolescentes envolvidos. Os nomes, idades e localizações dos investigados não foram divulgados.

Na quinta-feira, 29, dois adolescentes que estavam em viagem escolar à Disney, nos Estados Unidos, tiveram celulares e roupas apreendidos ao chegarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis. A ação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA), após os órgãos de segurança detectarem a antecipação do voo de retorno dos jovens.

Segundo a defesa, a volta dos adolescentes foi articulada com a polícia, e ambos entregaram aparelhos e outros pertences às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Eles também foram intimados a prestar depoimento.

O caso ganhou repercussão após a morte do cão Orelha, ocorrida neste mês, supostamente após agressão de adolescentes. Três familiares dos investigados foram indiciados por coação de testemunhas. Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte conseguiram na Justiça uma liminar exigindo que plataformas digitais removam conteúdos com informações pessoais dos investigados, alegando violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).