Da redação
O velório da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, foi realizado nesta quarta-feira (22) em Belo Horizonte, conforme familiares, na Capela da Funerária Dom Bosco. O marido da vítima, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, terceiro sargento da mesma corporação, é o principal suspeito do crime. O enterro de Michele está previsto para ocorrer no Cemitério da Paz, na Região Noroeste da capital mineira.
Segundo a Polícia Civil, a mãe da vítima relatou que Michele vivia em um relacionamento abusivo e sofria humilhações constantes. Marlon Leão, tio da capitã, afirmou que o sargento “sempre foi muito agressivo” com ela. Michele buscava se separar, mas o marido não aceitava o fim do relacionamento.
De acordo com as investigações, Eduardo foi preso em flagrante após levar a esposa já sem vida ao Hospital Odilon Behrens. Em depoimento, ele alegou que o casal teria ingerido bebida alcoólica e consumido ecstasy. Ele disse ainda que a capitã caiu de uma escada após práticas sexuais consensuais que incluíam agressões. A Polícia Civil contestou esse relato ao apontar múltiplas lesões no corpo da vítima, como marcas de chicotadas e grave ferimento no rosto.
O juiz Antônio Francisco Gonçalves converteu a prisão em flagrante de Eduardo para preventiva, considerando necessária a segregação cautelar para garantia da ordem pública. O caso está sob sigilo, conforme decisão judicial, e a defesa informou que vai recorrer. A investigação prossegue na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, enquanto laudos periciais são aguardados para elucidar a morte da capitã.





