Carlos Viana pede prorrogação da CPMI do INSS


Da redação

Senadores e deputados buscam mais tempo para investigar descontos ilegais em folhas de aposentados e pensionistas do INSS. O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nas redes sociais a coleta de assinaturas para prorrogar os trabalhos do colegiado, previstos para encerrar em 28 de março. Segundo Viana, “não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas”.

Em dezembro, Viana já havia informado à CPMI a intenção de pedir mais 60 dias para ouvir todos os convocados. Apenas em uma reunião, no fim de novembro, foram aprovados 300 requerimentos de convocação de autoridades e pedidos de informação.

Criada em 20 de agosto, a CPMI do INSS já realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro. Em 2024, o foco será análise de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessões sem consentimento e renovações fraudulentas, gerando dívidas impagáveis.

No curso das investigações, a CPMI ouviu 26 testemunhas, entre elas Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O relator Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que Antunes seria o operador de um esquema que movimentou R$ 24,5 milhões em cinco meses. Diversos depoentes silenciaram com habeas corpus, e houve casos de prisão por suspeita de falso testemunho e envolvimento direto nas fraudes.

Até janeiro de 2026, a CPMI analisou 4,8 mil documentos, 73 requerimentos de informação e realizou 48 quebras de sigilo. Foram identificadas 108 empresas suspeitas e mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras incompatíveis.
Fonte: Agência Senado