Da redação
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, propôs a criação de brigadas eleitorais para proteger candidatas mulheres nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu na última sexta-feira, 24, durante aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no contexto de discussões sobre violência contra mulheres no ambiente político.
Segundo a ministra, a iniciativa visa responder rapidamente a situações de risco iminente durante campanhas e a votação, buscando evitar episódios de violência e garantir maior segurança para as candidatas. Ela destacou a necessidade de mecanismos eficazes para combater esse tipo de ocorrência. “Se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, afirmou Cármen Lúcia.
A proposta apresentada segue o modelo da Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Polícia Militar ou Guarda Municipal, que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas de urgência, realiza visitas periódicas e atua na prevenção e redução da reincidência de agressões contra mulheres vítimas de violência doméstica.
Cármen Lúcia explicou que, assim como ocorre na Patrulha Maria da Penha, as brigadas eleitorais seriam acionadas sempre que uma candidata relatasse situação de violência, permitindo resposta imediata. A ministra ressaltou que sua experiência à frente das eleições de 2024 reforçou a importância de criar tais estruturas de proteção.
Durante o evento, a ministra ainda avaliou positivamente o pleito municipal deste ano. “A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”, declarou.
Cármen Lúcia exerceu o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições municipais de 2024. Ela antecipou sua saída da presidência para o dia 14 deste mês, quando será substituída pelo ministro Nunes Marques, segundo informações oficiais.






