Da redação
Empresas de apostas licenciadas no Brasil solicitaram nesta segunda-feira, em Brasília, que o governo federal implemente regras mais rigorosas para plataformas de jogos de cassino online, como o Fortune Tiger, conhecido como “jogo do tigrinho”. O pedido ocorre devido à atuação de sites estrangeiros que não seguem a regulamentação nacional.
Segundo representantes do setor, essas plataformas, operando fora do país, não recolhem impostos ao Brasil, ao contrário das casas autorizadas que cumprem obrigações fiscais e regulatórias. Além disso, as empresas licenciadas afirmam que enfrentam competição desigual, pois são submetidas a exigências que não atingem os operadores estrangeiros.
André Guelfi, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, declarou que “há uma assimetria regulatória muito grande”. Ele defende a execução de medidas que ampliem o controle e a fiscalização para assegurar concorrência justa ao mercado legalizado de apostas e proteger os consumidores brasileiros.
As casas de apostas defendem ainda que o governo adote mecanismos para coibir a atuação dessas plataformas, incluindo restrições à publicidade e bloqueio de acesso aos sites não regularizados no país. Empresários do setor argumentam que essas medidas são essenciais para evitar evasão fiscal e fortalecer o quadro legal vigente.
O governo federal tem sido pressionado a revisar e aperfeiçoar as normas em vigor. Autoridades da área econômica e de segurança pública discutem possíveis alternativas para reforçar os instrumentos de fiscalização e garantir a arrecadação de tributos, conforme exigem as empresas estabelecidas legalmente no território nacional.
O Fortune Tiger, popularmente chamado de “jogo do tigrinho”, exemplifica plataformas alvo das reivindicações das casas licenciadas e das preocupações do governo. A discussão sobre regras mais duras ocorre em meio à expansão dos jogos de azar online e ao crescimento desse mercado no Brasil.





