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Casinha onde Orelha vivia na Praia Brava vira memorial após morte do cão comunitário espancado em Florianópolis

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Da redação

A casinha de blocos cimentados na Praia Brava, em Florianópolis (SC), que servia de abrigo para o cão comunitário Orelha, transformou-se em memorial improvisado após sua morte. Moradores e manifestantes passaram a deixar flores, brinquedos e cartazes no local, em homenagem ao animal vítima de agressões que chocaram a comunidade e mobilizaram pessoas de várias regiões do país.

Construída provavelmente pelos vizinhos, a pequena estrutura era ponto de encontro de quem desejava acariciar Orelha, tirar fotos e deixar recados. Após o ataque, o abrigo ganhou bilhetes manuscritos, fotos e arranjos florais, expressando o afeto e a indignação dos frequentadores da região.

O caso ocorre em contexto de legislação que considera maus-tratos contra animais crime no Brasil, com penas de multas e detenção de três meses a um ano, conforme o Código Penal e leis ambientais. A Polícia Militar pode ser acionada pelo 190, a Polícia Civil e o Disque-Denúncia (181) também recebem denúncias. A eutanásia de Orelha, realizada em clínica veterinária após avaliação e seguindo protocolos de ética médica, foi indicada para evitar maior sofrimento diante da gravidade dos ferimentos.

Moradores da Praia Brava dedicaram dias à busca pelo cão, encontrado em estado grave e com sinais de espancamento, sendo levado para atendimento emergencial. Apesar dos esforços veterinários, o quadro era irreversível, o que levou à decisão de eutanásia. O caso ganhou repercussão nacional, com protestos nas redes e manifestações de celebridades em defesa dos direitos dos animais.

A Polícia Civil investiga o crime. Quatro adolescentes são apontados como suspeitos, sob apuração do Estatuto da Criança e do Adolescente, e três adultos, parentes dos jovens, são investigados por possível coação ou omissão. O inquérito inclui depoimentos, perícia veterinária e análise de câmeras de segurança, sob acompanhamento do Ministério Público e do Conselho Tutelar. A mobilização da comunidade e o apoio de organizações de proteção animal têm sido fundamentais na apuração dos fatos.