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Cassino na fronteira com Camboja escondia centro de golpes online, diz Exército tailandês


Da redação

Rastro de golpistas é encontrado em resort na fronteira entre Camboja e Tailândia

Monitores de computador quebrados, uniformes falsos de polícia, notas falsas de cem dólares e uma falsa delegacia da Polícia Federal do Brasil foram encontrados abandonados em um resort na fronteira entre Camboja e Tailândia. Os vestígios apontam uma fuga apressada de supostos cibercriminosos, responsáveis por golpes online que movimentam bilhões no sudeste asiático.

Nesta quinta-feira (12), jornalistas da AFP visitaram a área de O’Smach, no Camboja, controlada temporariamente pelas forças tailandesas após confrontos em dezembro. A Tailândia afirma que o local servia tanto de base militar para o exército cambojano como centro de operações para criminosos envolvidos em golpes internacionais, incluindo esquemas de romance e investimentos em criptomoedas.

Durante a visita, os repórteres viram cenários de delegacias falsas de vários países, roteiros de fraudes e listas de telefones de vítimas ao redor do mundo. Segundo militares tailandeses, cerca de 20 mil supostos golpistas fugiram do local antes dos bombardeios. Observadores apontam ainda que os cassinos e complexos atacados podem abrigar milhares de vítimas de tráfico humano.

Os imóveis visitados pertencem ao senador e empresário Ly Yong Phat, sancionado pelos EUA em 2024 por supostos abusos de trabalhadores traficados em centros de fraude. Ele nega envolvimento com o crime organizado, alegando que as acusações são “falsas e prejudiciais”.

Enquanto o Camboja afirma buscar eliminar as operações de golpes até maio, o ministro da Informação cambojano, Neth Pheaktra, acusa a Tailândia de usar o combate ao crime como pretexto para anexar território. O coronel tailandês Prapas Sornchaidee defende cooperação internacional, ressaltando que, para solucionar o problema, o Camboja precisa reconhecer o crescimento das fraudes em seu território.