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CBF profissionaliza arbitragem e define salários para árbitros no futebol brasileiro

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Da redação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou, na última sexta-feira, o início da profissionalização da arbitragem no país, contemplando árbitros, assistentes e VAR. Ao todo, 72 profissionais assinaram contrato e passarão a receber salário fixo a partir de março de 2026, além de remuneração variável de acordo com o número de partidas trabalhadas, paga a partir da sexta rodada do Brasileirão.

O novo modelo altera o sistema de pagamento das taxas de arbitragem, que deixam de ser realizadas diretamente pelos clubes. Agora, os valores serão repassados à CBF, que administrará os recursos por meio do Fundo Anual de Desenvolvimento da Arbitragem. Esse fundo será responsável tanto pelo pagamento dos profissionais quanto por investimentos na formação e modernização da arbitragem.

A categoria passa a ter salários fixos, variando conforme credencial e função: árbitro FIFA (R$ 22 mil + R$ 5,5 mil/jogo), árbitro CBF (R$ 16 mil + R$ 4 mil/jogo), assistente/VAR FIFA (R$ 13,2 mil + R$ 3,3 mil/jogo) e assistente CBF (R$ 10 mil + R$ 2,5 mil/jogo). Também haverá bônus por desempenho, sem critérios detalhados até o momento. Entre os selecionados estão nomes como Anderson Daronco, Raphael Claus e Wilton Sampaio.

Os critérios para escolha priorizaram profissionais com credencial FIFA ou CBF, maior número de escalas na Série A em 2024 e 2025, e melhor média em avaliações da entidade. Paralelamente à formalização dos contratos, os 72 árbitros participarão do primeiro seminário técnico do ano na Granja Comary, entre 31 de março e 3 de abril, com treinamentos e debates sobre critérios de arbitragem.

O presidente da Comissão de Arbitragem, Rodrigo Cintra, ressaltou que a profissionalização é um antigo desejo da categoria. O investimento no biênio 2026/2027 deve chegar a R$ 195 milhões, incluindo cerca de R$ 25 milhões para a futura implantação da tecnologia de impedimento semiautomático, ainda sem data prevista para estreia.