Da redação
O Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), destacou a importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento no combate à tuberculose. A doença continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil e internacionalmente.
Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, em 2024, 10,7 milhões de pessoas adoeceram por tuberculose no mundo, resultando em 1,23 milhão de mortes. No Brasil, foram registrados 85.936 novos casos e 6.315 óbitos. Em Goiás, entre 2021 e 2025, houve 5.498 casos confirmados, com aumento da mortalidade no período. No CEAP-SOL, 18 pacientes foram tratados em 2025.
A infectologista Pâmella Wander Rosa alerta para a necessidade de investigar sintomas persistentes por mais de duas semanas, como tosse prolongada, febre, perda de apetite e emagrecimento. A transmissão acontece pelo ar, por meio da inalação de partículas expelidas por pessoas infectadas, principalmente aquelas que ainda não iniciaram o tratamento. “O paciente que ainda não iniciou o tratamento pode eliminar o bacilo no ambiente e transmitir a doença. Por isso, é fundamental identificar os sintomas e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, afirma a especialista.
O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais e de imagem, com destaque para a análise do escarro. O tratamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, dura no mínimo seis meses e é altamente eficaz quando seguido corretamente. A interrupção pode causar resistência aos medicamentos. A médica ressalta ainda a maior vulnerabilidade de alguns grupos e reforça a importância da vacinação com BCG na infância.
A identificação precoce da tuberculose é fundamental para reduzir complicações de saúde e interromper a cadeia de transmissão da doença. Em Goiás, diversas ações de mobilização e enfrentamento estão em andamento.







