Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que as negociações relativas ao Banco de Brasília (BRB) devem ter condução técnica e criticou declarações do governo federal, classificando-as como “falas políticas”. Celina abordou o tema após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitar como “totalmente descabida” a acusação de omissão da União no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal para a recuperação do BRB.
Durante a apresentação do balanço das contas públicas do primeiro semestre, Celina destacou que o Governo do Distrito Federal conseguiu reverter um déficit estimado em R$ 5 bilhões, passando a projetar superávit de até R$ 3 bilhões em 2026. Segundo ela, a melhora fiscal elevou a avaliação de capacidade de pagamento (Capag) do Distrito Federal da classificação C para A, o que é considerado essencial para o avanço das tratativas envolvendo o banco.
A apresentação dos dados fiscais deverá embasar a posição do Governo do Distrito Federal em audiência de conciliação marcada para 13 de agosto no Supremo Tribunal Federal. Nesta ocasião, serão discutidos os próximos passos do plano de recuperação do BRB, que busca viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos.
A obtenção do financiamento depende do cumprimento de exigências financeiras e jurídicas, segundo as informações oficiais. O processo tem como contexto o acordo homologado no Supremo Tribunal Federal para a reestruturação do BRB. A elevação da Capag é apontada como pré-requisito para a liberação de recursos ao banco.





