Da redação
Celina Leão (PP), governadora e candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, lidera a disputa tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, seguida por José Roberto Arruda (PSD). Segundo levantamento Correio/Opinião Inteligência Política, caso o segundo turno ocorresse hoje, Celina seria reeleita com 45,3% dos votos.
O estudo, realizado entre 29 e 31 de agosto, entrevistou 1.121 pessoas em 31 regiões administrativas do Distrito Federal, com margem de erro de três pontos percentuais e registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-04936/2026. Valdir Pucci, mestre em ciência política pela Universidade de Brasília, afirmou que a pesquisa consolida o cenário de disputa entre Celina e Arruda, apesar de 23% do eleitorado ainda se declarar indeciso, branco ou nulo.
Os principais candidatos repercutiram os resultados. Celina Leão atribuiu o primeiro lugar à apresentação de resultados do governo e afirmou que os ataques de adversários aumentaram com o início dos debates na TV e na internet, declarando que “a população do DF sabe reconhecer a verdade”. Arruda relacionou o desempenho à incerteza jurídica sobre sua candidatura: “Acho que as pesquisas espelham mesmo a realidade e, tendo em vista essa instabilidade jurídica, de quererem me tirar no tapetão, é claro que isso diminui a minha intenção de voto”.
Leandro Grass (PT) celebrou a alta de 9,8% para 12,5% nas intenções de voto, ressaltando o trabalho de base e o contato direto com o eleitorado. Paula Belmonte (PSDB) afirmou que a campanha está entrando em fase mais intensa para conquistar indecisos. Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB), Samara Mineiro (UP), Professor Robson (PSTU), Rico Pinheiro (PRTB) e Elisson (Agir) também comentaram os números, cada qual destacando crescimento, desafios ou estratégias.
O levantamento apontou ainda que, segundo André Rosa, a indefinição judicial sobre Arruda pode redistribuir votos para Celina ou Grass. Cappelli enfrenta o desafio do pouco reconhecimento do eleitorado local, e Grass aposta no potencial de chegada do PT. O número significativo de indecisos pode alterar o cenário nas próximas semanas.





